17/07/2025

Preço que vale ouro: Como turbinar margens B2B com Pricing & Revenue Management

Carta do sócio, por Elmar Gans

Preço é uma das alavancas de valor mais poderosas em empresas B2B, superando muitas iniciativas de aumento de volume ou redução de custos. Um estudo clássico da Harvard Business Review mostrou que um ajuste de apenas 1 % no preço pode elevar o lucro operacional em torno de 9%¹. Warren Buffett resumiu bem essa importância ao afirmar que, se você consegue aumentar preços sem perder vendas, tem um excelente negócio, mas se precisa “rezar” antes de subir preços, seu modelo pode ser frágil.

Mesmo assim, a maioria dos executivos em setores B2B admite que suas decisões de preço poderiam ser melhores. Ou seja, em setores como automotivo, químico, agronegócio e energia ainda há amplo espaço para otimizar políticas de preço. Com margens em jogo, tratar preço de forma simplista ou estática deixou de ser opção. Neste artigo analisamos erros comuns e apontamos práticas modernas de Pricing & Revenue Management, trazendo exemplos práticos e soluções como o Mirow Pricing Check‑Up e o Mirow Pricing Cockpit.

Desafios e erros comuns na precificação B2B

Apesar da importância estratégica, erros clássicos de precificação são frequentes e muitas vezes passam despercebidos por anos. A seguir, destacamos os problemas mais comuns:

1. Foco excessivo em volume e descontos, em detrimento da margem

É típico ver organizações B2B perseguindo receitas a qualquer custo, com estruturas de incentivos desalinhadas com a rentabilidade. Por exemplo, um grande fabricante industrial remunerava sua força de vendas apenas pelo faturamento gerado, temendo que os vendedores tivessem acesso a qualquer informação sobre margem por produto e cliente. Assim, os vendedores não tinham incentivo para praticar preços melhores – pelo contrário, fechavam negócios sempre no menor preço permitido para bater metas de volume.

Esse tipo de incentivo mal calibrado corrói margens e ilustra como políticas comerciais podem sabotar a estratégia de pricing. Eu já vi muitas reuniões de fechamento em que os vendedores eram cobrados quando perdiam uma venda, mas nunca quando vendiam barato demais; não surpreende que concedessem descontos excessivos para fechar negócios.

2. Uso de métodos simplistas e preços “médios”

Muitas empresas B2B ainda precificam com base em uma margem fixa sobre o custo (“cost-plus”) ou replicam preços médios de mercado, sem considerar o valor percebido pelo cliente ou a sensibilidade à demanda. Essa abordagem genérica ignora que “preço único para todos” geralmente não atende perfeitamente a ninguém: por exemplo, uma companhia de insumos agropecuários descobriu que cobrava de forma homogênea tanto clientes focados em qualidade quanto os altamente sensíveis a preço – perdendo valor no primeiro caso e vendas no segundo.

Portanto, deixar de segmentar clientes e produtos é um erro crítico: empresas líderes superam concorrentes justamente por personalizar preços por segmento de cliente e por item, em vez de precificar pela média. Ignorar diferenças de disposição a pagar – como cobrar o mesmo de um pequeno distribuidor e de um grande cliente industrial – significa deixar dinheiro na mesa. Cada segmento (por porte, região, aplicação etc.) tem valor e elasticidade distintos, e uma precificação eficaz captura essas nuances.

3. Falta de controle e disciplina na execução de preços

Mesmo quando há uma estratégia de preços definida, sua execução na ponta muitas vezes falha. Ausência de governança de descontos, critérios frouxos para exceções de preço e falta de monitoramento geram o que chamamos de “leaks” de preço – erosão de margem através de descontos excessivos, bonificações, frete grátis, prazos estendidos e outros ajustes não controlados. Em empresas de bens industriais e químicos com centenas ou milhares de SKUs, a complexidade torna fácil a perda de margem sem visibilidade.

Nossa experiência indica que a empresa B2B média pode estar perdendo até 10% da margem anual por conta de preços desalinhados e indisciplina na gestão de negociações. Um exemplo real: uma fabricante de especialidades químicas identificou uma perda mensal substancial em negócios aparentemente rentáveis – ao implementar controles mais rígidos e ferramentas de precificação dinâmica, recuperou cerca de US$ 1 milhão em margem por mês que antes escapava em descontos e condições desnecessárias.

A lição é clara: o que não se mede nem se gerencia, dificilmente será otimizado. Sem um “price controlling” ativo – acompanhamento de preços líquidos, gestão inteligente e ágil de descontos, análises de pocket margin – a melhor estratégia fica no papel.

4. Ausência de análise de dados e ferramentas avançadas

Outra falha comum é confiar demais na intuição ou experiências passadas para definir preços, sem embasamento analítico. Embora a experiência comercial seja valiosa, intuição sem dados leva a decisões inconsistentes, normalmente resultando em preços abaixo do ideal ou desalinhados do mercado. Apesar do avanço da inteligência de preços, uma pesquisa descobriu que somente 15% das empresas utilizam analytics para otimizar preços atualmente² – ou seja, 85% das empresas renunciam a insights quantitativos e ficam vulneráveis a viés e concorrentes mais informados. Além disso, menos de um terço emprega analytics para entender rentabilidade por cliente ou produto.

Esse cenário explica por que tantos gestores reportam pouca confiança em suas práticas de pricing. As empresas B2B estão apenas começando a despertar para o valor de tecnologias de gestão de preços: houve um atraso de décadas em relação a setores pioneiros (como linhas aéreas e hotéis, que adotaram revenue management nos anos 80). Em pleno 2025, a maioria das indústrias de base e manufatura ainda gerencia preços em planilhas e sistemas legados. Essa lacuna tecnológico-analítica impede ajustes ágeis e a identificação de oportunidades óbvias – por exemplo, clientes pagando menos que outros por produtos semelhantes, ou itens com margem negativa escondidos na carteira. Sem ferramentas de pricing modernas, fica inviável capturar todo o valor disponível.

5. Políticas de preços reativas e desatualizadas

Por fim, é frequente ver empresas tratando preço a posteriori, sem uma revisão periódica ou estratégia clara desde o lançamento de um produto. Pricing acaba sendo pensado no último minuto antes de ir ao mercado ou, pior, só ajustado quando a margem já evaporou. Essa mentalidade reativa leva ao “pricing-as-an-afterthought” – preço definido às pressas, sem considerar custos atualizados, mudanças de demanda ou movimentos da concorrência.

Um erro correlato é manter preços congelados por longos períodos “para não incomodar o cliente”, enquanto custos de matéria-prima sobem continuamente – eventualmente obrigando a um reajuste abrupto e potencialmente traumático. Não monitorar e ajustar preços de forma dinâmica é receita para perder rentabilidade. Em contraste, empresas best-in-class adotam uma postura pró-ativa: revisam listas de preços regularmente, acompanham indicadores de inflação, custos e estoque, e se preparam para negociar aumentos de forma estruturada.

Sempre gosto de ressaltar que não existe o preço “certo” ou “errado”, mas depende da estratégia de mercado de cada empresa para cada segmento – e esta estratégia nunca é estática, pois mercados B2B são fluidos. Negligenciar o aspecto dinâmico significa ver margens encolherem sem reação.

Felizmente, há caminhos claros para reverter esses problemas. A seguir, discutimos recomendações e exemplos de como líderes em pricing estão capturando valor e impulsionando receitas de forma sustentável.

Melhores práticas em Pricing & Revenue Management

Superar os desafios acima exige encarar pricing como um processo estratégico e multidisciplinar, não apenas um número no catálogo. Empresas B2B de ponta demonstram algumas ações-chave em suas práticas de Pricing & Revenue Management:

1. Cultivar uma cultura de valor e margem (em vez de apenas volume)

O primeiro passo é alinhar objetivos e incentivos internos com a busca por rentabilidade saudável. Isso pode envolver revisar mecanismos de comissionamento de vendas, metas e indicadores. Vendedores e gestores devem ser recompensados não só por fechar negócios, mas por fechar bem. Por exemplo, algumas empresas passaram a estabelecer metas de margem ou preço médio por segmento, oferecendo bônus adicional quando o vendedor consegue aplicar preços acima do mínimo estabelecido. Essa mudança cultural reduz o impulso de “derrubar” preços desnecessariamente.

Em paralelo, é crucial treinar as equipes comerciais em técnicas de venda de valor – ou seja, capacitar vendedores a defender o preço mostrando benefícios para o cliente, em vez de conceder desconto diante da primeira objeção. Quando a força de vendas entende claramente a proposta de valor do produto/serviço e dispõe de argumentos (e autonomia limitada) para negociar, a necessidade de desconto diminui.

Como regra, harmonize a estratégia de preços com as práticas de vendas: se a empresa quer posicionamento premium, a política comercial, comunicação de marketing e até critérios de remuneração devem refletir isso. Empresas que alinham incentivos e comportamentos com a estratégia de pricing apresentam desempenho notavelmente superior.

2. Implementar precificação segmentada e baseada em valor

Abandonar o cost-plus e o preço médio requer adotar metodologias de Value-Based Pricing, considerando o valor que cada oferta gera para diferentes clientes. Na prática, isso significa segmentar o mercado de forma criteriosa (por exemplo: por setor do cliente, porte, região, uso do produto, sensibilidade a preço, canal de venda etc.) e calibrar preços de acordo com a disposição a pagar de cada segmento.

Empresas químicas e do agronegócio vêm obtendo sucesso ao diferenciar preços entre produtos premium e commodities: um fabricante de fertilizantes, por exemplo, identificou que aditivos especiais traziam ganhos de produtividade ao cliente muito superiores ao custo – ao precificar por valor (com preços maiores para versões premium), projetou aumento médio de ~5% nos preços, acima do planejado inicialmente, capturando valor que antes era “perdido” na lógica de custo unitário.

Da mesma forma, na indústria automotiva de peças de reposição, utiliza-se matrizes de preço (price matrix) para diferenciar preços por tipo de cliente e volume de compra, de modo que oficinas independentes, concessionárias e distribuidores paguem preços proporcionais ao valor e serviço que recebem.

Ferramentas modernas de pricing como o Mirow Pricing Cockpit ajudam a viabilizar essa granularidade, segmentando clientes com base em dados (histórico de compras, comportamento etc.) e incorporando algoritmos de elasticidade de preço – isto é, medindo como alterações de preço afetariam a demanda em cada segmento.

Esse nível de sofisticação pode parecer complexo, mas os resultados compensam: as empresas que personalizam preços de forma fina, produto a produto, cliente a cliente, são justamente as que mais expandem participação de mercado e obtêm melhor desempenho em aumentos de preço. Em resumo, pricing orientado por valor premia a diferenciação da sua oferta: se seu produto agrega mais ao cliente (maior qualidade, economia de custo, menor risco), isso deve refletir em preço superior – e clientes dispostos a pagar reconhecerão essa equação.

3. Estruturar governança e processos de pricing disciplinados

Toda empresa B2B que aspire excelência em pricing precisa definir “regras do jogo” claras: políticas de descontos escalonados, alçadas de aprovação para exceções, diretrizes para reajustes periódicos e um time responsável por pricing. A criação de uma função dedicada de Pricing/Revenue Management – seja uma equipe formal ou ao menos um comitê interfuncional – é considerada uma melhor prática. Essa equipe atua como guardiã da margem, analisando performance de preços, recomendando ajustes e servindo de suporte à força de vendas nas negociações mais complexas.

Por exemplo, em um distribuidor de químicos, a implementação de um pequeno núcleo de pricing resultou em padronização de cotações e reduziu drasticamente erros e concessões indevidas, aumentando o EBITDA anual em quase US$ 4 milhões.

Elementos de governança incluem também ferramentas de controle, como o price waterfall (cascata de preços), que permite ver do preço lista até o pocket price final (descontos, frete, impostos e bonificações subtraídos) e identificar onde ocorrem as erosões de valor. Empresas líderes monitoram esses indicadores e atuações corretivas são rápidas – por exemplo, se um vendedor ultrapassa descontos padrão em determinada linha de produtos, isso aciona uma revisão do supervisor ou do comitê de pricing.

Outro pilar é instituir fóruns regulares de revisão de preços: reuniões trimestrais para avaliar se a estratégia está funcionando, se ajustes são necessários diante de mudanças de mercado (entradas de concorrentes, oscilações de custos etc.). Tais fóruns envolvem áreas como vendas, marketing, finanças e inteligência de mercado, garantindo visão 360° na tomada de decisão de preços.

Essa estrutura organizada dá agilidade e coerência para atualizar políticas, em contraste com organizações onde preços só mudam quando a situação já ficou crítica. Em síntese, processos bem definidos e accountability fazem toda diferença – pricing deixa de ser um tabu ou decisão arbitrária e torna-se um processo de negócio controlado.

4. Investir em analytics, ferramentas digitais e inteligência de preços

Se dados são o novo petróleo, em pricing eles podem ser ouro puro. Hoje existem soluções tecnológicas robustas – de módulos avançados de ERP/CRM a softwares especializados (no Brasil, por exemplo, Aprix) – que suportam toda a cadeia de pricing: definição de preço ótimo, gestão de listas e contratos, e execução de preços em tempo real nos canais de venda. Esses sistemas empregam Inteligência Artificial e aprendizado de máquina para analisar volumes massivos de dados de vendas, transações e mercado, identificando padrões que um humano dificilmente veria.

Um exemplo marcante vem do setor químico: ao adotar uma solução de precificação dinâmica baseada em IA, uma empresa europeia conseguiu aumentar a disciplina de preços em 40% e elevar sua margem em 0,2 ponto percentual, recuperando um valor antes perdido. Outra fabricante global implementou um algoritmo de otimização de preços em mais de 6 mil SKUs, alcançando cerca de 2% de aumento de margem de forma praticamente instantânea.

Esses ganhos ilustram o potencial da tecnologia quando bem aplicada. Contudo, vale o alerta: a adoção de software de pricing não é solução mágica – ela deve vir acompanhada de dados de qualidade, integração nos processos e uma governança robusta. Muitas empresas enfrentam data silos e bases de dados pouco confiáveis; antes de rodar modelos avançados, é fundamental sanear estes problemas (custos, histórico de descontos, atributos de clientes etc.).

Dito isso, nossa experiência indica que empresas que utilizam softwares dedicados de pricing têm resultados significativamente superior. Em suma, analytics e ferramentas avançadas conferem precisão e agilidade: permitem calcular elasticidades, simular cenários (“se aumentarmos preço em 5%, qual impacto nas vendas e margem?”), identificar oportunidades de cross-selling e muito mais, em tempo real. Isso viabiliza também precificação dinâmica em certos contextos B2B: ajustando preços conforme flutuações de demanda, estoque ou custos, de forma semelhante ao que companhias aéreas e hotéis fazem há décadas.

Embora nem todo negócio B2B permita dinâmicas de preço frequentes, muitos podem se beneficiar de ajustes periódicos inteligentes – por exemplo, fabricantes de embalagens que aplicam fórmulas automáticas de repasse de variação de resina/plástico. O importante é não tratar preços como estáticos: com auxílio da tecnologia, empresas conseguem “surfar a curva de demanda” e encontrar o melhor equilíbrio entre volume e margem em cada situação.

5. Adotar conceitos de Revenue Management conforme aplicáveis

Revenue Management vai além do preço unitário – trata da gestão integrada de preços, volumes, mix de produtos e receitas ao longo do tempo, buscando maximizar resultado total. Em setores B2B intensivos em ativos ou capacidade fixa (por exemplo, transporte e logística, energia, aluguel de equipamentos), adaptar técnicas de yield management pode gerar ganhos substanciais.

Um caso simples: um operador de logística com capacidade ociosa em certos horários pode oferecer preços diferenciados (menores) para estimular volume nesses períodos, enquanto aplica preços normais ou premium nos horários de pico – aumentando a utilização do ativo e a receita global. Similarmente, fornecedores industriais podem implementar políticas de descontos condicionados ao mix ou à fidelidade, incentivando clientes a consolidarem compras (aumentando share of wallet).

O Revenue Management em B2B também envolve mecanismos de auto-segmentação de demanda: por exemplo, fornecer diferentes pacotes de serviço (bronze, prata, ouro) a preços distintos, permitindo ao cliente optar pelo valor que deseja extrair. Essencial aqui é analisar dados de demanda e histórico de vendas para entender padrões: quais clientes compram de última hora e talvez pagariam mais por flexibilidade? Quais valorizam contrato longo com preço fixo (hedge contra oscilações) e poderiam pagar um ágio por isso? Ferramentas avançadas ajudam a responder essas perguntas.

Contudo, mesmo sem sofisticação matemática, empresas podem incorporar princípios de revenue management ao planejar suas políticas comerciais de forma integrada – pensando em preço junto com volumes, capacidade produtiva e ciclo de vida dos produtos. Um fabricante de bens de capital, por exemplo, pode gerir sua carteira alternando ofertas promocionais em linhas com baixa demanda (para escoar estoque) e manutenção de preços firmes em linhas de alta demanda. Já no agronegócio, muitas empresas vendem parte da produção antecipadamente via contratos e outra parte a preço de spot no mercado – equilibrando segurança de receita com oportunidade de ganho adicional conforme condições de safra e demanda. Esses são elementos de revenue management adaptados ao B2B.

O ponto central é: encare pricing não como um evento pontual, mas como um processo contínuo de otimização de receita, ajustando-se às condições de mercado. As empresas líderes fazem exatamente isso, colhendo resultados superiores.

Conclusão

Empresas B2B em setores como automotivo, químicos, agro, energia e muitos outros estão percebendo que Pricing & Revenue Management eficazes são diferenciais competitivos – e não apenas teoria de consultoria e acadêmicos. Conforme vimos, há evidências sólidas de que melhorar processos e práticas de precificação traz impacto financeiro direto: aumentos de receita entre 2 e 7%, milhões adicionados ao EBITDA e crescimento sustentável mesmo em mercados maduros.

Por outro lado, manter status quo – com políticas baseadas em custo ou tradições, sem investimento em analytics ou governança – significa ficar para trás. Felizmente, as melhores práticas estão acessíveis: começando por alinhamento interno e cultura de valor, passando por segmentação de preços e disciplina nos processos, até chegar ao uso inteligente de dados e tecnologia moderna. Cada empresa pode – e deve – avaliar em que estágio está sua maturidade em pricing, por exemplo com ajuda do Mirow Pricing Check-Up.

Uma reflexão honesta pode revelar lacunas (como aquela lista de descontos ad hoc nunca revisada, ou a ausência de alguém responsável por preços) e, a partir daí, direcionar ações. Muitas vezes, ganhos rápidos (quick wins) estão disponíveis: ajustar um preço significativamente defasado, eliminar um desconto injustificado ou simplesmente comunicar melhor o valor do seu produto, já trazem retorno imediato.

Em paralelo, constroem-se os alicerces para ganhos estruturais – implementação de um pricing cockpit, contratação ou treinamento de especialistas, integração de sistemas. O importante é começar a jornada de melhoria em pricing com apoio da alta gestão. Em mercados B2B cada vez mais competitivos e voláteis, quem domina seu Revenue Management conquista margens melhores, pode reinvestir em inovação e diferenciação, e entrega valor sustentável aos clientes e acionistas.

Em suma, pricing não é apenas cobrar mais – é cobrar de forma inteligente. É assegurar que sua empresa capture a parte justa do valor que gera, evitando erros corriqueiros e utilizando todas as ferramentas disponíveis para isso. Negócios B2B que adotam essa filosofia estão colhendo os frutos: maior lucratividade, resiliência a choques de mercado e crescimento consistente. Se 85% das empresas reconhecem que podem melhorar em precificação, a oportunidade está dada. Resta agora transformar boas intenções em ações estruturadas. Os exemplos e práticas discutidos aqui servem como guia inicial nessa direção.

Sua empresa está pronta para elevar o patamar do pricing e, por consequência, seus resultados? A experiência mostra que o esforço vale a pena – afinal, acertar no preço é das formas mais rápidas e eficazes de impulsionar o lucro.

Elmar Gans é sócio-diretor e líder da prática de Marketing, Sales & Pricing da Mirow & Co.

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